Posicionamento ABEPRO: matéria Globo News sobre Mapa do Ensino Superior 2018 – Curso Tradicionais de graduação podem acabar até 2030.

Entre a lista apresentada, estava o curso de Engenharia de Produção. Entendemos que a reputação deste curso se construiu ao longo do tempo, por sua atuação nas organizações e suas contribuições científicas.
Nós, da Associação Brasileira de Engenharia de Produção (ABEPRO)  fundada em 1987, assumimos as funções de esclarecer o papel do Engenheiro de Produção na sociedade e em seu mercado de atuação. Atuamos como interlocutores junto às instituições governamentais relacionadas à organização e avaliação de cursos (MEC e INEP) e de fomento (CAPES, CNPq, FINEP e órgãos de apoio à pesquisa estaduais), assim como em organizações privadas (CREA, CONFEA, SBPC e ABENGE) e outras organizações não governamentais que tratam a pesquisa, o ensino e a extensão da engenharia. Além disso, desenvolvemos várias ações internacionais (ADINGOR, IISE, AIM e ASEM).
Naturalmente, pela própria característica da sociedade atual, muito mais vigilante, as notícias negativas adquirem uma visibilidade muito maior e midiática.

Ao tomarmos conhecimento da reportagem, solicitamos formalmente, em novembro de 2018, o Mapa do Ensino Superior 2018 ao Prof. Dr. Fabio José Garcia dos Reis, sem resposta até o momento. Por não termos participado do processo, é fundamental o relatório para fazermos uma análise rigorosa da metodologia utilizada e dos resultados.

Atualmente, temos, no Brasil, 1.067 cursos de graduação em Engenharia de Produção e 49 mestrados e 22 doutorados.
Como pesquisadores, não identificamos estudos científicos que permitam concluir as afirmações da reportagem. Entendemos que a divulgação desta notícia é cruel com a Engenharia de Produção e, por ser indutora de opinião, resulta em impactos negativos, ainda mais se considerarmos a atual situação econômica nacional.
Por conhecermos tecnicamente e cientificamente o potencial da Engenharia de Produção nacional e mundial e suas contribuições para o ensino, pesquisa e extensão, principalmente no aumento da produtividade de nossas organizações, refutamos a afirmação do entrevistado quanto à extinção desta profissão.

Diretoria ABEPRO

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